domingo, 23 de dezembro de 2012

Sugestão de ceias de Natal e Ano Novo


Festas de fim de ano chegando... Ano Novo se aproximando...

As comilanças, os presentes...

Mas também a família, o espírito de Natal e principalmente o aniversariante da maior festa do ano: Jesus.

Digam o que disserem os “teóricos da conspiração” (sobre o “consumismo” desta época do ano, a falta de “verdadeiro espírito natalino”, o esquecimento dos ensinamentos cristãos, etc.), o fato – e contra fatos não há argumento, já disseram – é que em cada árvore natalina, gigantesca ou pequena, em cada presente ou simples lembrancinha, em cada cartão virtual que recebemos e que enviamos (ou reenviamos), em cada gesto, em cada palavra lá está, sim, vibrando, o espírito natalino: o amor que Cristo nos ensinou. Ainda que muitas vezes seja bastante difícil seguir os mandamentos cristãos de “amar o próximo como a si mesmo”, “dar a outra face para bater” e “perdoar incondicionalmente”, o Natal sempre simbolizará essa tentativa de superação dos nossos limites imperfeitos e humanos, “demasiadamente humanos”, da mesma forma que o Ano Novo simboliza a renovação da esperança e da fé em um futuro melhor.

A seguir, as sugestões de ceias para comemorarmos ao pé da família essas datas tão bonitas.

Sugestão de entradas/sobremesas

- Canapés variados
- Tartaletes doces e salgadas (receitas no post: http://blogdereceitasdabel.blogspot.com.br/2011/01/receitas-de-tartaletes-doces-e-salgadas.html)
- Rabanadas

Ceia de Natal

Arroz de nozes (ou de castanhas portuguesas)
Peru assado
Tender ao molho agridoce
Salada tropical
Farofa

Tudo muito simples, mas de qualquer forma segue o “como fazer”:

Arroz de nozes (ou de castanhas portuguesas)

Arroz branco o quanto baste para o número de comensais
Nozes (ou castanhas portuguesas) partidas ao meio, na proporção de 100 g para cada 3 xícaras de arroz
Óleo ou azeite extra virgem para refogar
Tempero de alho pronto ou caseiro, como preferir, ou alho picado
Sal o quanto baste

Refogue o arroz com o óleo ou azeite durante alguns minutos. Acrescente o tempero de alho (ou 2 dentes de alho picado), misturando bem. Refogue mais um pouco e junte a água (não precisa ser quente), na proporção de 1 litro de água para cada 3 xícaras de arroz. Coloque o sal (à gosto) e misture. Deixe cozinhar. Quando a água diminuir, coloque as nozes (ou as castanhas portuguesas), e deixe secar. 

Se for utilizar castanhas portuguesas: descasque as castanhas, fazendo uma cruz em um dos lados, com a ponta de uma faca, e puxando a casca até retirá-la toda. Mergulhe as castanhas em água bem quente durante um minuto. Retire a castanha, seque com um pano de prato e vá retirando a pele ou casca fina cuidadosamente com a ponta da faca ou com o pano de prato, esfregando até que saia. Cortar as castanhas ao meio antes de colocar no arroz.

Tender ao molho agridoce*

Preparar o tender conforme as indicações da embalagem (mas sem molho ou calda de caramelo). Fatiar e reservar. Preparar o molho agridoce para regar as fatias do tender, conforme a seguir: (pode-se optar por abacaxi ou maracujá, mas o de maracujá é simplesmente divino)

½ xícara de açúcar
¼ de xícara de vinagre branco (de uva branca, maçã ou álcool)
1/3 de xícara de suco de abacaxi ou de maracujá, sem açúcar (preparar o suco normalmente, utilizando água, deixando apenas um pouco mais concentrado que de costume)
4 colheres (de sopa) de catchup
1 colher (de chá) de molho shoyo
1 e ½ colher (de sopa) de maizena
2 colheres (de sopa) de água

Leve ao fogo o açúcar, o vinagre, o suco, o catchup e o molho shoyo, bem misturados, até ferver. Dissolva a maizena em ½ xícara de água e vá juntando ao molho, mexendo sem parar. Vá acrescentando água aos poucos, até a consistência desejada.

*Obs.: esta receita deve seguir rigorosamente as medidas indicadas, senão o resultado não fica bom.

Salada tropical

Maços de folhas verdes à vontade bem lavadas e higienizadas (alface, rúcula)
Tomates-cereja
Melão descascado e cortado em cubos
½ xícara de passas pretas ou brancas (como preferir)
Palmito cortado em rodelas ou picado (como preferir)
Pimentões verdes, vermelhos e amarelos cortados em tirinhas
2 ou 3 limões cortados em 8 pedaços cada, com casca

Misture tudo numa saladeira, regue com um fio de azeite. Se quiser, salpique nozes picadas por cima.


Peru assado e Farofa

Para o peru, é só seguir as orientações da embalagem e as dicas nesse post, onde também tem a receita da farofa: 

http://blogdereceitasdabel.blogspot.com.br/2009/01/pequenas-grandes-dicas.html


Ceia de Ano Novo

Bacalhau à portuguesa
Arroz com lentilhas
Bobó de camarão
Salada tropical

A salada tropical pode ser igual a da ceia de Natal, com as variações que se quiser. O bacalhau à portuguesa é aquela mesma receita das nossas avós, com bacalhau dessalgado, desfiado ou em postas e cozido com bastante cebola, tomate e pimentões verdes, vermelhos e amarelos, azeitonas, ovos cozidos. Hum... As receitas de arroz de lentilhas e de bobó de camarão estão nos posts seguintes:

http://blogdereceitasdabel.blogspot.com.br/2011/01/arroz-com-lentilhas.html

http://blogdereceitasdabel.blogspot.com.br/2009/01/bob-de-camaro.html

Bom apetite, Feliz Natal e Próspero Ano Novo!!!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Mingau de fubá – a receita

Nas décadas de 1970 e 1980, no Rio de Janeiro, o Angu do Gomes fazia tremendo sucesso: eram barracas populares espalhadas pela cidade, que serviam, durante a noite, pratos de angu coberto com um picadinho feito de miúdos de porco e de boi, com muito molho (conhecido também como sarapatel), acompanhado por bebidas ao gosto do freguês. Depois, o Angu do Gomes virou restaurante, passou a diversificar seu cardápio, até que, finalmente, em meados da década de 1990, as barracas do Angu do Gomes extinguiram-se por completo das ruas do Rio, restando apenas o restaurante, onde ainda pode ser encontrada a iguaria original do prato comercializado nas famosas barracas.
Se o Angu do Gomes foi sucesso absoluto no Rio, em Belo Horizonte, no final dos anos oitenta, havia as carrocinhas de frutas, que eram a salvação na madrugada, quando os botecos (exceção para o Das Sete às Sete) fechavam as portas: o Bar do Lulu, o Verde-Azul, o Onhas do Jequi, o Estação da Música, o Nirvana... Nas barracas de frutas, principalmente na Savassi, era possível “rebater a ressaca” com frutas maravilhosas, especialmente selecionadas. Em plena madrugada, lá estavam elas, branquíssimas e brilhantes, com suas frutas que pareciam de cera. Quem quisesse continuar bebendo, a barraquinha das frutas também quebrava o galho, com “caipifrutas” – de vodka ou de cachaça – produzidas num instante. Havia também os caldeirões de mingau: literalmente, imensos caldeirões cheios de mingau de vários sabores, que circulavam sobre rodas pelas ruas de Belo Horizonte, servindo aos mais famintos, quando não se encontrava mais bar ou restaurante aberto de madrugada.
Com o passar do tempo, os botecos de Beagá se multiplicaram, alguns tornaram-se “24 horas”, inventaram o movimento “comida di buteco” (que espalhou-se para o Rio, criando a conhecida disputa pelo melhor e mais criativo petisco botequeiro). Tudo isso, se por um lado foi muito bom para o desenvolvimento do “setor botequeiro”, por outro, fez desaparecerem as barraquinhas de frutas e os caldeirões de mingau da madrugada belorizontina. Destes, o mais famoso era o mingau de fubá, que funcionava como um poderoso “rebate ressaca”.
O mingau de fubá é simplesmente um mingau ralo e salgado, feito de fubá e água e temperado com linguiça em rodelas e couve rasgada. Nas variantes da receita, há quem adicione costelinhas de porco, paio, bacon, etc. Salpicar tudo com cebolinha verde e salsinhas picadinhas e servir bem quente.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Dica para um molho de tomates mais saudável (e mais gostoso)

Substituir, no preparo do molho de tomates, o molho pronto pelo seguinte:

. 1 copo de água filtrada;
. 1 colher (de café) de sal;
. 1 colher (de café) de açúcar;
. 1 colher (de sopa) de molho shoyo;
. 1 colher (de sopa) de páprica doce ou picante (como preferir);
. 1 colher (de sopa) de extrato de tomate.

Dissolver todos os ingredientes listados no copo de água. Refogar 1 cebola pequena, 2 tomates bem maduros, 1 pimentão médio e 1 dente de alho, picados, com óleo (de soja), azeite de oliva ou margarina, até o tomate amolecer. (Se preferir, retirar sementes e pele do tomate). Acrescentar o copo de água com os ingredientes dissolvidos; mexer bem; juntar 1 colher (de sopa) de cheiro verde picado. Corrigir o sal. Deixar levantar fervura. Opcionalmente, podem ser acrescentados ervilhas ou milho verde já cozidos.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dicas para incrementar os legumes

Cozinhe os legumes (de sua preferência) em água e sal, escorra e faça como a seguir:


1) Prepare um molho de tomate como se fosse para macarronada; acomode os legumes escorridos em um pirex; jogue o molho de tomate por cima; regue com um fio de azeite.
2) Cozinhe em água e sal batatas cortadas em cubos com vagem manteiga picada; escorra; refogue em 1 colher (de sopa) de manteiga ou margarina, 1 colher (de chá) de tempero de alho e ½ cebola picada.
3) Adicione aos legumes ensopados 1 colher (de sobremesa) de molho shoyo, 1 colher (de café) de açúcar, 1 pitada de curry em pó e 1 lata de ervilhas escorridas.
4) Derreta 1 colher (de sopa) de manteiga ou margarina em uma frigideira; despeje 1 ovo inteiro, batido com a clara e a gema juntas; aguarde uns minutos até começar a ficar firme; coloque os legumes cozidos em água e sal e escorridos; acrescente 1 colher (de sopa) de cheiro verde picado; misture tudo com uma pitada de sal e deixe no fogo até refogar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Macarrão instantâneo: a série

Sem dúvida, o macarrão instantâneo não prima por ser uma comida saudável: tem contra si quase tudo. Produto industrial com elevado teor de sódio, muito calórico e com baixo valor nutritivo, não deve mesmo ser recomendado. Porém, naquelas horas em que não se tem muito tempo para cozinhar, ou simplesmente quando se quer variar um pouco a dieta saudável de todo dia, nada melhor que um bom macarrãozinho instantâneo para esta missão, claro que com pequenas adaptações, pois ingerir o petisco conforme recomendado nas embalagens também é um pouco demais. Eis as dicas:

- Camarão com catupiry:

Prepare o macarrão instantâneo sabor “camarão” com metade da quantidade de água recomendada na embalagem. Adicione normalmente o tempero que vem junto e acrescente, ao final do cozimento, uma colher (de sopa) bem cheia de requeijão cremoso, mexendo bem para que fique homogêneo.

- Yakisoba:

Prepare o macarrão instantâneo sabor “yakisoba” com metade da quantidade de água recomendada na embalagem. Adicione normalmente o tempero que vem junto e acrescente, durante o cozimento, ½ pimentão cortado em pedaços quadrados, molho shoyo a gosto e 1 colher (de sopa) de amendoim triturado ou castanhas de caju picadas.

- Tomate seco com manjericão:

Prepare o macarrão instantâneo sabor “carne” (ou “frango”) com a quantidade de água recomendada na embalagem. Adicione normalmente o tempero que vem junto e acrescente, durante o cozimento, 1 colher (de sopa) de tomate seco picado e 1 pitada de páprica doce. Em outra panela, aqueça molho de tomate pronto, de sua preferência, na quantidade que preferir. Junte umas folhinhas de manjericão ao molho. Escorra o macarrão e coloque-o no prato. Despeje por cima o molho de tomate aquecido e polvilhe bastante queijo parmesão ralado.

- Galinha caipira:

Prepare o macarrão instantâneo sabor "galinha caipira" com a quantidade de água indicada na embalagem. Adicione o tempero que vem junto e acrescente, durante o cozimento: ½ colher (de sopa) de cebola picadinha ou ralada (como preferir); ½ colher (de sopa) de cheiro verde picado; 1 pitada de açafrão da terra; 1 colher (de café) de geléia de pimenta malagueta (ou 1 pitada de páprica picante). Misture bem ao macarrão. Na metade do cozimento, quebre 1 ovo inteiro dentro, cuidando para que fique com a clara consistente e a gema bem mole. Acompanha torradas.

OBS.: as variações no preparo do macarrão instantâneo são praticamente ilimitadas. Basta usar a imaginaç~ã~o...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Cozido à portuguesa

CARNES: 
1 kg de chã de dentro cortado em pedaços (ou qualquer outra carne de boi que preferir) 
½ kg de lombo defumado 
½ kg de linguiça defumada cortada em rodelas 
½ kg de paio cortado em rodelas não muito finas 
250 g de bacon picado em cubos 

TEMPEROS: 
suco de limão 
vinagre 
1 dente de alho picado ou amassado 
1 dente de pimenta malagueta picado 
1 folha de louro 
1 ramo de cheiro verde 
sal a gosto 
azeite de oliva 

LEGUMES: 
1 kg de mandioca descascada e cortada em rodelas grandes 
4 espigas de milho verde cortadas em rodelas grossas 
4 cenouras grandes cortadas em rodelas grossas 
½ abóbora média cortada em cubos grandes
2 batatas doces grandes cortadas em rodelas grossas 
4 batatas inglesas grandes cortadas em quatro, no sentido do comprimento 
1 repolho pequeno cortado em 4 partes 
1 maço de couve-manteiga rasgada 

COMPLEMENTOS: 
4 bananas da terra 
6 cebolas pequenas 
6 ovos 
farinha de mandioca 

COMO FAZER: 
Em uma panela de pressão, frite o bacon picado. Acrescente o alho picado ou amassado e refogue. Junte a carne previamente temperada em um pouco de sal e um pouco de vinagre (ou suco de limão) e deixe dourar bem. Coloque água suficiente, feche a panela e cozinhe durante 15 minutos após soltar a pressão. Retire a pressão, abra a panela e transfira a carne e o caldo para outra panela grande e alta. Coloque na panela de pressão a linguiça e o paio cortados em rodelas grossas e refogue, mexendo sempre. Acrescente a pimenta picadinha, a folha de louro e o lombo defumado. Cubra com bastante água, tampe a panela e deixe cozinhar até a carne ficar macia, cuidando para que o caldo não seque (se necessário, vá colocando água até o final do cozimento). Retire as carnes e reserve-as junto com a chã em outra panela, mantendo-a aquecida. 
Coloque na panela de pressão, no caldo do cozimento da linguiça e do paio, a mandioca, o milho e a cenoura. Caso necessário, acrescente mais água e corrija o sal. Tampe a panela e cozinhe os legumes em fogo alto por 15 minutos. Acrescente o restante dos legumes, o repolho e a couve e cozinhe até a batata ficar macia, tomando cuidado para esta não se desmanchar. À parte, cozinhe, em bastante água, as bananas da terra (com a casca), os ovos e as cebolas descascadas e inteiras. Desligue o fogo dos legumes, retire-os do caldo e acrescente-os às carnes. Descasque as bananas cozidas e os ovos e corte-os ao meio. Disponha tudo, inclusive as cebolas cozidas inteiras, numa travessa. Antes de servir, regue com um fio de azeite de oliva. No caldo do cozimento da chã, coloque o cheiro verde picado e deixe levantar fervura. Vá juntando farinha de mandioca e mexendo bem, para fazer o pirão. Acompanha arroz branco bem soltinho. 

Nota: o cozido de carnes e legumes é um prato herdado da culinária portuguesa, com algumas variações. De acordo com a região, pode-se usar um legume em vez de outro. A mesma regra para as carnes. Em Portugal, além da “carne de vaca”, usa-se “meia galinha” e orelha e pé de porco (também chamado de “chispe”). O caldo do cozimento das carnes e legumes é aproveitado pelos portugueses para cozinhar também o arroz. Tudo acompanhado por um bom vinho tinto. Do lado de cá, temos o pirão e a banana da terra, e o arroz não é cozido no caldo das carnes, mas do jeito corrente.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Caruru

O caruru é um prato típico da culinária baiana, largamente utilizado nos festejos em comemoração ao dia de São Cosme e São Damião (27 de setembro), quando se percebe o perfeito sincretismo entre a cultura africana e o catolicismo. Nesta época do ano, é comum se deparar, nas encruzilhadas da capital baiana, com pequenas tigelas cheias de caruru e cobertas com fitas de cetim azuis e cor-de-rosa. Em Salvador, cidade que, segundo reza a lenda, possui 365 igrejas – uma para cada dia do ano –, não é raro as pessoas transitarem de uma fé a outra, sair da igreja e ir direto ao terreiro de candomblé, ou vice-versa. No dia de Cosme e Damião, aqueles que pagam promessa aos santos gêmeos costumam servir o caruru com arroz branco (cozido sem sal) e farofa à base de dendê. Detalhe: a iguaria deve ser consumida com as mãos pelos convidados. É indelicadeza, até mesmo afronta aos donos da casa, pedir talheres para comer o caruru. Deve haver também sete convidados especiais: sete crianças de sete anos que comem o caruru separadamente dos demais, em uma enorme tigela colocada à disposição somente deles. Há quem inclua no cardápio pipoca, que deve ser servida, como o arroz, sem sal. No preparo do caruru, os quiabos são tradicionalmente cortados em cruz, no sentido do comprimento, e depois fatiados para que fiquem bem picadinhos (também pode ser utilizado o processador, é claro). Depois de misturar o quiabo com os demais ingredientes no panelão (e haja panelão para essa guloseima, pois acorre gente de tudo quanto é lado, não necessariamente apenas convidados), o cozinheiro ou cozinheira deve acrescentar sete quiabos inteiros que, ainda segundo a lenda, darão sorte a quem encontrá-los no prato. Mas não é necessário esperar o dia de São Cosme e São Damião para saborear esta delícia. Outras datas, como carnaval e Semana Santa, podem servir igualmente de pretexto – Vadinho, personagem de Jorge Amado, por exemplo, bateu as botas em pleno domingo de carnaval, fantasiado de baiana e com os beiços besuntados de dendê –, ou ainda pode-se saborear o caruru mesmo sem pretexto algum. 

Os ingredientes para um caruru baiano para umas 6 pessoas são os seguintes: 

200 ml de azeite de dendê 
1 cebola grande 
2 colheres (de sopa) de cheiro verde picado 
1 pimentão verde 
1 tomate grande sem pele e sem semente 
1 kg de camarão fresco, previamente temperado em limão, alho e sal 
1 colher (de chá) de pimenta malagueta picadinha 
250 g de amendoim triturado 
250 g de castanha de caju triturada 
1 kg de quiabo 
1 colher (de chá) de gengibre ralado 
½ kg de camarão seco defumado em pó (bater no liquidificador o camarão defumado e peneirar) 
sal a gosto 
Numa panela alta, coloque azeite de dendê o quanto baste para refogar a cebola, o cheiro verde, o pimentão e o tomate bem picados ou passados em processador. Junte o camarão fresco já temperado com limão, alho e sal e refogue durante alguns minutos. Acrescente a pimenta picadinha, o amendoim e a castanha de caju triturados, mexendo sempre. Coloque o quiabo picadinho ou passado em processador, o gengibre ralado e o camarão seco em pó e misture tudo muito bem, refogando durante mais alguns minutos. Cubra tudo com água e deixe no fogo (brando), mexendo de vez em quando até o quiabo amolecer bem. Vá juntando o restante do azeite de dendê, mexendo bem. Acerte o sal e deixe no fogo, sem parar de mexer, até as sementes do quiabo ficarem rosadinhas.